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Suiriri cavaleiro


Andorinha-pequena-de-casa

(Notiochelidon cyanoleuca)
Ordem Passeriformes
Família Hirundinidae

Características: mede 12 centímetros, embora seu dorso superior, em função da luz, pareça ser negro, na verdade tem um tom azul-metálico. Apenas suas asas e cauda é que são pretas.
Alimentação: Formigas e cupins alados.

Reprodução: Na natureza, a andorinha-pequena utiliza buracos em barrancos, escarpas e rochas, tanto para nidificar quanto para pernoitar. Nas cidades, o "terreno" preferido são as frestas dos telhados. O ninho tem formato de tigela, confeccionado principalmente em palha. Às vezes ele é cimentado com fezes de gado e recoberto de penas. A fêmea põe entre 3 e 5 ovos, que são incubados somente por ela. Ao macho cabe alimentá-la. Quanto aos filhotes, eles dividem essa tarefa.

Curiosidades: As andorinhas passam o dia a voar. Só quando o tempo está ruim ou resolvem descansar um pouco, é que usam como base as árvores, as antenas de tevê e os fios de alta-tensão. Às vezes são vistas a fazer voos rasantes sobre lagos e represas para beber água. No caso da pequena, ela também é migratória, mas não de grandes distâncias. Migra mais para fugir do frio.

Nome cientifíco: Notiochelidon- do grego notios= do sul + khelidon =andorinha ( referência ao fato do habitat destas andorinhas ser a América Tropical); cyanoleuca- do grego kuanos = azul-escuro+ leukos = branco.

Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
Andorinha-pequena-de-casa-Fauna-Terra da Gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,183;4,andorinha-pequena-de-casa.aspx. Acesso em: 10/03/2012.

Beija-flor-tesoura-de-cabeça-violeta

(Thalurania glaucopis) 
Ordem Apodiformes 
Família Trochilidae

Conhecido também por tesoura-de-fronte-violeta.

Características: Mede 11,1 centímetros, é verde-brilhante com boné azul-violeta (razão do nome). 

Alimentação: Néctar, com um detalhe interessante: graças a um bico de 1,8 centímetros, somado a uma língua de 4 centímetros, costuma furar o tufo de flor pelo lado de fora, alcançando seu precioso alimento. 

Reprodução: O macho realiza, ao redor da fêmea, voos semicirculares, enquanto exibe o vértice e o peito iridescentes (que apresenta ou reflete as cores do arco-íris). Fazem frequentemente seus ninhos em bambuzais. 

Curiosidades: Gosta ainda de tomar banho de Sol e de espreguiçar depois disso. Ao descansar, costuma ainda colocar suas asas sob a cauda. Como constantemente se lambuza por conta do líquido viscoso das flores (o néctar), tem uma necessidade quase premente de banhar-se regularmente. Toma banho até na chuva.

Nome científico: Thalurania- do grego thalia = abundância, fartura + ouranios = celeste, divino, sagrado; glaucopis – do grego glaukopis = com olhos brilhantes. 

Referências: 
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005. 
Beija-flor-de-fronte-violeta-Fauna-Terra da Gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,562;4,beija-flor-de-fronte-violeta.aspx. Acesso em: 10/03/2012.

Beija-flor tesoura

(Eupetomena macroura)
Ordem Apodiformes
Família Trochilidae


Características: O beija-flor-tesoura ou tesourão mede 18 cm. A sua maior característica é a cauda bifurcada profundamente que toma quase 2/3 do tamanho total. Sua cabeça e pescoço são azuis, a plumagem é verde-escuro brilhante. É um dos maiores da família e mais briguentos.

Alimentação: Néctar de flores e também artrópodes (insetos e aracnídeos) que garantem aos beija-flores às proteínas necessárias, absolutamente indispensáveis ao crescimento dos jovens. Pegam insetos em teias de aranha, em frestas de buracos de paredes, em fendas de árvores.
Reprodução: No acasalamento macho e fêmea realizam vôos em zigue-zague. O ninho desta espécie é construído em forma de tigela aberta sobre um ramo mais ou menos horizontal ou em uma forquilha, feito de paina ou outro material macio, fiapos de lâminas de xaxim, fragmentos de folhas, liquens, musgo, entre outros; utilizando de líquido (podendo ser saliva, seiva ou néctar regurgitado). Põe dois ovos brancos e alongados, o tamanho corresponde ao de um feijão branco. Somente a fêmea incuba os ovos e os filhotes nascem após 15 dias e deixam o ninho após três semanas.
Curiosidades: Tem um papel importante na polinização de muitas plantas. O metabolismo dos beija-flores é mais acelerado entre as aves. Á noite, quando não pode voar, reduz o metabolismo, o coração desacelera, de uma média de 1000 batimentos por minuto para apenas 30.

Nome científico: (Eupetomena macroura) Eupetomena- do grego eu = agulhão + petomenos = voando, macroura- do grego makros = longo, comprido + ouros = rabo, cauda.

Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005. 
Beija-flor-tesoura-Fauna-Terra da Gente. Dissponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,120;4,beija-flor-tesoura.aspx. Acesso em: 10/03/2012.

Tesourinha

(Tyrannus savana)
Ordem Passeriformes
Família Tyrannidae



Razoavelmente comum em campos sujos, pastos com árvores e pomares. No frio migra para o Norte. O macho mede aproximadamente 38 a 40 cm e a fêmea mede entre 28 e 30 cm (a cauda da fêmea é menor) 

Características: Cabeça preta; costas cinzentas; asa escura. Longa cauda preta em tesoura. Costuma pousar sobre moitas e árvores, também pousa em fios. Na época da reprodução é vista em casal, em outras épocas costuma migrar em bandos. 

Alimentação: Frutos (sem sementes) são a maior fonte de alimentação durante a migração. Se alimenta também de insetos, os quais captura em voos graciosos.

Reprodução: O ninho é construído pelo casal com gravetos de forma rala, é comum os ovos e os filhotes serem derrubados pelo vento. Os pais se revezam na criação dos filhotes. 

Nome científico: 

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Referências: 
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005. 
GWYNNE, John A. e outros (tradução Martha Argel). Aves do Brasil Pantanal e Cerrado. São Paulo, ed. Horizonte, 2010.
Tesourinha-Fauna-Terra da Gente. Disponível em : http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,413;4,tesourinha.aspx. Acesso em: 17/02/2012. 
Tesourinha (Tyrannus savana)Wikiaves. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/tesourinha. Acesso em; 17/02/2012.

Corruíra

(Troglodytes musculus)
Ordem Passeriformes
Família Troglodytidae




Comum em ambientes abertos, evitando florestas extensas; muito numerosa em cidade. Mede aproximadamente 11,5 cm. Também conhecida como garrincha ou cambaxirra.

Características: Marrom, mais clara em baixo, rajado escuro na asa e cauda, cauda arrebitada. O canto é um gorjeio melodioso repetido com insistência.  Vive em quase sempre em casais, algumas vezes solitária, geralmente mansa.

Alimentação: Alimenta-se de pequenos insetos, que captura enfiando o bico em frestas, pequenas cavidades e  entre a folhagem baixa.

Reprodução: Constroem o ninho em todo tipo de cavidade, em frestas muito pequenas. O ninho é feito com gravetos, folhas, raízes, sementes e diversos materiais. Põe de 3 a 6 ovos. Os pais se revezam nos cuidados com os filhotes.

Nome científico: Troglodytes do grego troglodutes = habitante de caverna, gruta (trogle = buraco + duo = entra.

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Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
GWYNNE, John A. e outros (tradução Martha Argel). Aves do Brasil Pantanal e Cerrado. São Paulo, ed. Horizonte, 2010.
Corruíra-Fauna-Terra da Gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,436;4,corruira.aspx. Acesso em: 04/02/2012.
Corruíra  (Troglodytes musculus) Wikiaves. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/corruira. Acesso em: 04/02/2012.

João-de-barro

(Furnarius rufus)
Ordem Passeriformes
Família Furnaridae


Comum, de ampla ocorrência em áreas abertas, pastos e também em cidades. Mede aproximadamente 18 cm.

Características: Coloração marrom por cima, mais cinzento na coroa, por baixo mais claro, garganta e meio da barriga brancos. Vive geralmente aos casais. Canto forte, dado em dueto pelo casal. Caminha pelo solo com andar típico, alternando pequenas corridas com intervalos, nos quais anda mais devagar.

Alimentação: cupins, formigas, minhocas e possivelmente moluscos. Costuma caminhar pelo chão em busca de insetos, revirando folhas secas.

Reprodução: O casal constrói um ninho em formato de forno, feito geralmente com barro úmido, esterco e palha, não utilizam o mesmo ninho por dois anos seguidos, constroem um novo a cada ano, ás vezes reparam ninhos antigos, podem construir ninhos novos em cima ou ao lado do ninho antigo; depois de abandonado, o ninho é utilizado por outras aves como canário-da-terra, tuim e até por abelhas. Constroem o ninho geralmente em árvores, mas nas cidades onde não há muitas árvores, costumam construir ninhos em postes.  A construção do ninho demora entre 18 e 30 dias. Põe entre 3 e 4 ovos. No interior do ninho há uma parede que separa entrada e câmara incubadora, construída para diminuir a corrente de ar e proteger de possíveis predadores.

Nome científico: Furnarius do latim furnaria = forneiro ( referência ao modo como constroem o ninho) e rufus do latim rufus = rubro, vermelho.

Curiosidades: Há varias lendas sobre esta ave, uma delas diz que por ser uma ave muito fiel, quando o macho descobre que foi traído, fecha a saída do ninho, trancando a fêmea para sempre.

Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
GWYNNE, John A. e outros (tradução Martha Argel). Aves do Brasil Pantanal e Cerrado. São Paulo, ed. Horizonte, 2010.
João-de-barro-Fauna-Terra da Gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,124;4,joao-de-barro.aspx. Acesso em: 04/02/2012.
João-de-barro (Furnarius rufus) Wikiaves. Disponível em: www.wikiaves.com.br/joao-de-barro. Acesso em: 04/02/2012.

Sabiá poca

(Turdus amaurochalinus)
Ordem Passeriformes
Família Turdidae



Comum em matas ciliares, matas secas e cerradões. Mede aproximadamente 23 cm.

Características: Pardo escuro por cima, com loros pretos. Por baixo, pardo com centro da barriga branco, garganta estriada de preto. Possuem o hábito de balançar a cauda rapidamente na vertical.

Alimentação: Alimentam-se de invertebrados e pequenos frutos, costumam ciscar folhas secar com o bico e escavar o chão.

Reprodução: Constroem o ninho em arbustos isolados; o ninho é feito com raízes e fibras co acabamento de  barro nas laterais, põe em média 3 a 4 ovos, o casal permanece junto no período de incubação.

Nome científicoo Turdus do latim = sabiá e amaurochalinus do grego amauros = escuro + Khalinos = freio de cavalo (referência à área escura entre os olhos e o bico desta ave).

Referências:
Para visualizar mais imagens desta ave clique aqui.
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
GWYNNE, John A. e outros (tradução Martha Argel). Aves do Brasil Pantanal e Cerrado. São Paulo, ed. Horizonte, 2010.
Sabiá-poca (Turdus amaurochalinus)Wikiaves. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/sabia-poca. Acesso em: 30/01/2012.
Sabiá branco, sabiá poca. Disponível em: http://www.avespantanal.com.br/paginas/266.htm. Acesso em: 30/01/2012.

Suiriri

(Tyrannus melancholicus)
Ordem Passeriformes
Família Tyrannidae



Comum em todo o Brasil. Mede aproximadamente 22 cm.

Características: Amarelo por baixo, asa e cauda escuras, cabeça cinza; abaixo do cinza, no alto da cabeça coloração avermelhada que só é vista quando eriçam o topete. Costuma ficar pousado em locais expostos, em arbustos, árvores, fios e arames. Cantam frequentemente.

Alimentação: Além de insetos, alimenta-se de frutos. Realiza voos a partir do poleiro para apanhar a presa no ar, voltando em seguida ao ponto de partida para consumí-la, pode passar horas nesta atividade.

Reprodução: Ninho em forma de tigela, construído pelo casal, põe cerca de 3 ovos.

Nome científico: Tyrannus  do latim tyrannus = tirano, déspota, rei (referente à crista ou coroa desta ave e ao seu comportamento agressivo); melancholicus do latim melancholicus = melancólico.

Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
Atualidades Ornitológicas - Àspéctos da nidificação do siriri. Dispinível em: http://www.ao.com.br/download/ao140_51.pdf. Acesso em 24/01/2012.
Suiriri ( Tyrannus melancholicus) Wikiaves. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/suiriri. Acesso em: 24/01/2012.

Suiriri pequeno

(Satrapa icterophrys)
Ordem Passeriformes
Família Tyrannidae


Comum em mata secundária, restinga e beira de lagoa. Também conhecido como suiriri de sobrancelhas amarelas. Mede aproximadamente 16 cm. 

Características: Bico curto, amarelo intenso por baixo, sobrancelha amarela, asas e cauda pretas. 

Alimentação: Artrópodes. 

Reprodução: Ninho em forma de taça, onde a fêmea põe entre 1 e 4 ovos. 

Nome científico: Satrapa do latim satrapa = sátrapa (designação dos governantes de província na antiga Pérsia); icterophrys do latim icteros = amarelo + ophrus = sobrancelha. 

Referências: 
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
Suiriri pequeno (Satrapa icterophrys) Wikiaves. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/suiriri-pequeno. Acesso em: 24/01/2012.

Coleirinho

(Sporophila caerulescens)
Ordem Passeriformes
Família Emberizidae

 MACHO
 FÊMEA

Conhecido também como coleiro, coleirinha, papa-capim ou papa-arroz. 

Características: mede no máximo 11 centímetros, possui dimorfismo sexual sendo o macho com uma faixa no papo, tem ainda ao lado da garganta uma espécie de bigode. Seu bico é amarelado ou levemente cinza-esverdeado, a fêmea é toda parda. 

Alimentação: sementes dos capinzais. Detalhe: seu pouco peso e tamanho reduzido ajudam o coleirinho a alcançar as sementes subindo nas hastes das plantas. 

Reprodução: Para começar, o casal se afasta de seu bando e estabelece um novo território para procriar, cabe à fêmea a tarefa de fazer o ninho (geralmente em árvores e arbustos no contato entre a mata e o campo aberto), enquanto o macho canta para espantar outros coleiros da área. O período reprodutivo vai de outubro a fevereiro. O ninho, em forma de tigela, é feito de gramíneas, raízes e outros tipos de fibra vegetal. É posto sobre arbustos a poucos metros do chão. A cada ninhada são incubados dois ovos, por cerca de duas semanas. São de 3 a 4 chocos por ano. Após o nascimento, os filhotes abandonam o ninho com 13 dias. Com pouco mais de um mês já se alimentam sozinhos. 

Nome científico: Sporophila- do grego sporos = semente + philos = que tem gosto ou predileção por, caerulescens – do latim caerulescens = azulado (as formas ortográficas caerulescere e caerulescens não pertencem ao latim clássico, porém representam uma derivação de caeruleus = azul celeste, da cor do céu).

Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
Coleirinho-Fauna-Terra da Gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,417;4,coleirinho.aspx. Acesso em: 22/01/2012.

Curutié

(Certhiaxis cinnamomea)
Ordem Passeriformes 
Família Furnariidae


É conhecido também por marrequito-do-brejo, coruíra-do-brejo, joão-teneném-do-brejo, corrucheba, joão-do-brejo e xexeuzinho-do-brejo. 

Características: mede cerca de 14,5 centímetros, suas partes superiores são pardo ferrugíneas e as inferiores, esbranquiçadas. Na cantoria, lembra uma saracura (Laterallus melanophainus), só que em volume menor. Geralmente o casal de curutiés costuma cantar em dueto. 

Alimentação: Insetos, larvas, aranhas e outros artrópodes e moluscos. 

Reprodução: O ninho é feito de gravetos, em pequenas moitas ou montado em forquilhas, com acesso feito por um tubo ou chaminé vertical. Uma coisa é certa: o lugar escolhido tem que ser próximo a cursos da água. Esse pássaro procria em quase todos os meses do ano. A fêmea põe, em média, 3 ovos de cor creme-clara. Os filhotes nascem após 14 a 15 dias de incubação. Com cerca de 18 dias já abandonam o ninho para enfrentar a própria vida. 

Nome científico: Certhiaxis- do gênero Certhia = pássaro (parecido com as subideiras); cinnamomea- do latim cinnamomeus = cor de canela, marrom-claro (cinnamum= canela).

Referências: 
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005. 
Curutié-Fauna-Terra da Gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,623;4,curutie.aspx. Acesso em: 22/01/2012.

Pardal

(Passer domesticus)
Ordem Passeriformes 
Família Passeridae

 MACHO
 FÊMEA

Características: Visualmente os machos apresentam duas plumagens. Na primavera uma cor mais acinzentada na região do píleo e na fronte, preto no loro e na garganta, marrom com riscos pretos nas asas, e bico preto com pés cinza-rosado. No outono a plumagem é menos evidente, com a maxila é preta e a mandíbula é preta-amarelada. 

Alimentação: Insetos, sementes (ajudam no controle de pragas; mas também atrapalham diversas culturas agrícolas como as de arroz e trigo, por exemplo), brotos de árvores e restos de alimentos humanos. 

Reprodução: Feito de capins, penas, papel e outros materiais, o ninho do pardal é esférico e construído pelo macho. Em geral é "montado" em cavidades e fendas afastadas do solo, em árvores, telhados, postes de iluminação pública e semáforos. Por vezes usa ninhos alheios. A cada ninhada são incubados 4 ovos cinzentos manchados, tarefa dividida pelo casal por 12 dias. Os filhotes saem do ninho de vez com 10 dias, mas durante um tempo ainda voltam para dormir "em casa". 

Curiosidades: Foi introduzido no Rio de Janeiro, em 1906, por Antônio B. Ribeiro. Ele trouxe de Portugal cerca de 200 exemplares, com a intenção de ajudar Oswaldo Cruz na luta contra insetos transmissores de doenças. Mas apesar da procedência dos daqui, sua origem está no Oriente Médio.
Apesar dos benefícios que os pardais trazem no controle de pragas, estudos americanos apontam que os prejuízos são maiores (consomem 55% de grãos cultiváveis) que os benefícios.  

Nome científico: Passer – do latim passer = pardal; domesticus- do latim domesticus = doméstico (domus = casa). 

Para visualizar mais imagens desta ave clique aqui.
Referências: 
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
Pardal-Fauna-Terra da Gente. Diponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,472;4,pardal.aspx. Acesso em: 22/01/2012.

Bigodinho

(Sporophila lineola)
Ordem Passeriformes
Família Emberizidae

  
Alimentação: Sementes 

Características: Mede 11 cm. de comprimento. Tem um gorjear rápido e metálico. O macho é inconfundível, pelas áreas brancas na cabeça, responsáveis pelos nomes comuns. O contraste do negro do restante da plumagem das partes superiores é marcante. As partes inferiores são levemente cinza claro e, sob sol forte, podem parecer brancas. Bico característico, pequeno e todo negro. Junto com a longa cauda, corpo delgado e cabeça pouco volumosa, forma uma silhueta mais delicada do que a maioria das outras espécies do gênero. Essas características são fundamentais para ajudar na identificação da fêmea, especialmente porque costuma misturar-se aos outros coleiros nos bandos dessas aves granívoras. Como ela também é toda parda, um pouco mais clara nas partes inferiores, essa característica morfológica ajuda a caracterizá-la. Também o bico relativamente pequeno e com tom amarelado, principalmente na parte inferior. 

Reprodução: Vive em pares espalhados durante o período reprodutivo. Tem de 2 a 4 ninhadas por ano, com 2 a 3 ovos em cada uma.

Como nas demais espécies do grupo, o macho demarca o território, cabendo à fêmea toda a tarefa reprodutiva. 

Nome cientifico: Sporophila – do grego sporos= semente + philos = que tem gosto ou predileçã por;  lineola- do latim lineola = pequena linha (línea= linha). 

Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005. 
Bigodinho (Sporophila lineola)Wikiaves. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/bigodinho. Acesso em: 22/01/2012.  

Tiê preto

(Tachyphonus coronatus)
Ordem Passeriformes
Família Thraupidae
Também conhecido como gurundi e azulão.   

Características: Possuem dimorfismo sexual, o macho é da cor preta e possui uma penugem branca em baixo das asas, possui uma crista vermelha que é quase invisível, a fêmea é marrom-ferrugem. Este pássaro pode ser visto isolado, aos pares ou em grupo. 

Alimentação: Frutos, sementes, flores e insetos. 

Reprodução: O ninho, em forma de tigela, é confeccionado com ramos, cipós e folhas, forrado internamente com finas raízes. Os ovos, 2 ou 3, são róseos com manchas vermelhas e marrons, ou mesmo pretas, e medem 22 x 17 mm. 

Nome Científico: Tachyphonus- do grego takhuphonos = que canta rápido, coronatus-do latim coronatus = coroado.

Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
Tiê-preto-Fauna-Terra da Gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,440;4,tie-preto.aspx. Acesso em: 19/01/2012.

Frango-d'água-comum

(Gallinula chloropus)
Ordem Gruiformes
Família Rallidae
Conhecido também como jaçanã-galo, peituda e galinha-d'água. 
Características: Relativamente pequeno: não passa de 30 centímetros de comprimento. Ele pode viver solitário ou em pequenos bandos. Fisicamente, o frango-d'água é cinza escuro, embora, de longe, pareça negro. Tem ainda uma série de linhas brancas, relativamente largas, abaixo da asa fechada. Na cabeça, um grande escudo frontal vermelho, que se une à pele nua e vermelha da base do bico. Nas pontas, é amarelo.
Alimentação: Sua principal alimentação tem origem vegetal. Mas em geral caça invertebrados e pequenos vertebrados. Como insetos, larvas, moluscos e peixes.
Reprodução: Normalmente o frango d'água constrói seu ninho no interior de brejos, em suas margens ou em plataformas flutuantes (feitas de vegetação aquática). Diferentemente de outras aves monogâmicas, o seu sistema de reprodução é a três (dois machos para uma fêmea ou vice-versa). E não é só essa a novidade: às vezes deixam os ovos, que botam de 6 a 12 unidades, para que "pais adotivos" dêem conta de chocá-los e criar seus filhotes. O período de incubação é de 21 dias.
Nome científico: Gallinula- do latim gallinula = pequena galinha ou frango (expressão utilizada por Gesner [1555] para a galinha-d’água [G.chloropus], referente ao modo desta espécie andar, e ao fato de ficar com o rabo eriçado, levantado); chloropus- do grego khloros = verde-amarelado + pous = os pés.

Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
Frango-d'água-comum-Fauna-Terra da Gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,242;4,frango-dagua-comum.aspx. Acesso em: 18/01/2012.

João-botina-do-brejo

(Phacellodomus ferrugineigula)
Ordem Passeriformes
Família Furnariidae


Características: Mede 17 centímetros. Apresenta olhos castanhos-escuros avermelhados, cor ferrugínea no ventre e na coroa e retrizes escuras.

Hábitos: É encontrado em florestas e bosques, especialmente perto da água. O joão-botina-do-brejo e joão-botina-da-mata têm vozes diferentes e são localmente simpátricos em São Paulo, sem evidências de miscigenação
 
Nome científico: Phacellodomus- do grego phakelos = monte de gravetos ou galhos + domos = casa (referência a grande quantidade de galhos e gravetos nos ninhos desta espécie)

Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
João-botina-do-brejo(Phacellodomus ferrugineigula)Wikiaves. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/joao-botina-do-brejo. Acesso em: 17/01/2012.

Beija-flor-preto

(Florisuga fusca)
Ordem Apodiformes
Família Trochilidae


Características: medem em média 12,6 centímetros de comprimento, antes do novo nome científico, esse beija-flor também possuía outra alcunha popular: beija-flor-preto-e-branco. Isso porque quando expande a cauda em leque, a cor branca aparece em destaque. Aliás, essa ave parece manter-se mais parada no ar do que os demais, só para ressaltar esse contraste. O branco segue até os flancos e forma uma faixa sobre o crisso (região ao redor da cloaca (câmara comum onde os sistemas digestivo, excretor e reprodutor descarregam seus produtos)). Os indivíduos mais jovens são negros quase na totalidade, manchados de pardo. A cauda é canela ou negra, o branco aparece somente nas retrizes laterais.
Alimentação: O açúcar é a base de sua alimentação (presente no néctar das flores). Mas também se alimenta de pequenos invertebrados, principalmente aracnídeos.
Reprodução: Para começar, o macho faz um voo nupcial, com perseguições em ziguezagues à fêmea. Quando pousam, fecham e abrem as asas em frenesi. O ninho é tecido com teias de aranha e com sementes de paina. Em forma de tigela, fica fixado com fios na vegetação.
Curiosidades: O beija-flor-preto, embora já tenha sido classificado assim, não é endêmico do Brasil. Há mais de 50 anos ele é registrado no Uruguai. Seu canto agudo lembra o de morcegos, mas possui vozes diferentes para expressar ataque e alarme.
Nome científico: (Florisuga fuscus) Florisuga – do latim flos= flor + sugere = sugar, puxar, embeber, chupar, fuscus- do latim fuscus = marrom ou castanho, pardo, fusco, enegrecido.
Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
Beija-flor-preto-Fauna-Terra da gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,646;4,beija-flor-preto.aspx. Acesso em: 15/01/2012.

Bem-te-vi

(Pitangus  sulphuratus)
Ordem Passeriformes
Família Tyrannidae 


Muito comum em borda de mata, comum também em áreas urbanas. Mede aproximadamente 23 cm. Muito popular no Brasil.

Características: Dorso pardo e barriga amarelo-vivo, longa sobrancelha branca, garganta branca, cauda preta, bico preto reto e forte. Pousa em locais visíveis. Costuma andar em casais ou em bandos. O canto é bem conhecido "bem-te-vi". Geralmente são barulhentos e chamativos.

Alimentação: Alimentação variada, alimenta-se de insetos, frutos, pequenos peixes, pequenos invertebrados, girinos, carrapatos, entre outros.

Reprodução: Constroem ninhos no alto de árvores, usam capim e pequenos ramos. Em áreas urbanas costumam fazer ninhos em postes, nos transformadores de luz e usam materiais como papel, fios e outras coisas que encontram nas cidades. Põe de 2 a 4 ovos.

Nome científico: Pitangus de pitanga guassu, nome Tupi para esta ave e sulphuratus do latim sulphuratus = da cor de enxofre, amarelo claro.

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Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
GWYNNE, John A. e outros (tradução Martha Argel). Aves do Brasil Pantanal e Cerrado. São Paulo, ed. Horizonte, 2010.
Bem-te-vi-Fauna-Terra da gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,163;4,bem-te-vi.aspx. Acesso em: 15/01/2012.
Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)Wikiaves. Disponível em http://www.wikiaves.com.br/bem-te-vi. Acesso em:15/01/2012.

Caracará

(Polyborus plancus)
Ordem Falconiformes
Família Falconidae


Conhecido também por carcará.

Características: espécie grande chega a medir 56 centímetros e envergadura de 123 centímetros. Ele possui um penacho nucal. Eles são considerados os mais inteligentes entre as aves de rapina e ótimo predador, no chão e no ar.

Alimentação: Onívoro. Come tanto animais mortos como vivos e de toda qualidade. Suas preferências alimentares são lagartixas, cobras, anfíbios e caracóis. Costuma saquear ninhos de aves roubando filhotes de garças, colhereiros e tuiuiú.

Reprodução: Constrói um ninho com galhos em bainhas de folhas de palmeiras ou em outras árvores. Ovos geralmente manchados, de cor muito variável, são incubados durante 28 a 32 dias, com o filhote voando no terceiro mês de vida.

Nome científico: Polyborus – do grego poluboros = voraz, guloso, plancus – do latim plancus = uma espécie de águia (ou do grego plangos = um tipo de águia mencionada por Aristóteles).

Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
Caracará-Fauna-Terra da Gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,31;4,caracara.aspx. Acesso em: 12/01/2012.