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Suiriri cavaleiro


Andorinha-pequena-de-casa

(Notiochelidon cyanoleuca)
Ordem Passeriformes
Família Hirundinidae

Características: mede 12 centímetros, embora seu dorso superior, em função da luz, pareça ser negro, na verdade tem um tom azul-metálico. Apenas suas asas e cauda é que são pretas.
Alimentação: Formigas e cupins alados.

Reprodução: Na natureza, a andorinha-pequena utiliza buracos em barrancos, escarpas e rochas, tanto para nidificar quanto para pernoitar. Nas cidades, o "terreno" preferido são as frestas dos telhados. O ninho tem formato de tigela, confeccionado principalmente em palha. Às vezes ele é cimentado com fezes de gado e recoberto de penas. A fêmea põe entre 3 e 5 ovos, que são incubados somente por ela. Ao macho cabe alimentá-la. Quanto aos filhotes, eles dividem essa tarefa.

Curiosidades: As andorinhas passam o dia a voar. Só quando o tempo está ruim ou resolvem descansar um pouco, é que usam como base as árvores, as antenas de tevê e os fios de alta-tensão. Às vezes são vistas a fazer voos rasantes sobre lagos e represas para beber água. No caso da pequena, ela também é migratória, mas não de grandes distâncias. Migra mais para fugir do frio.

Nome cientifíco: Notiochelidon- do grego notios= do sul + khelidon =andorinha ( referência ao fato do habitat destas andorinhas ser a América Tropical); cyanoleuca- do grego kuanos = azul-escuro+ leukos = branco.

Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
Andorinha-pequena-de-casa-Fauna-Terra da Gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,183;4,andorinha-pequena-de-casa.aspx. Acesso em: 10/03/2012.

Beija-flor-tesoura-de-cabeça-violeta

(Thalurania glaucopis) 
Ordem Apodiformes 
Família Trochilidae

Conhecido também por tesoura-de-fronte-violeta.

Características: Mede 11,1 centímetros, é verde-brilhante com boné azul-violeta (razão do nome). 

Alimentação: Néctar, com um detalhe interessante: graças a um bico de 1,8 centímetros, somado a uma língua de 4 centímetros, costuma furar o tufo de flor pelo lado de fora, alcançando seu precioso alimento. 

Reprodução: O macho realiza, ao redor da fêmea, voos semicirculares, enquanto exibe o vértice e o peito iridescentes (que apresenta ou reflete as cores do arco-íris). Fazem frequentemente seus ninhos em bambuzais. 

Curiosidades: Gosta ainda de tomar banho de Sol e de espreguiçar depois disso. Ao descansar, costuma ainda colocar suas asas sob a cauda. Como constantemente se lambuza por conta do líquido viscoso das flores (o néctar), tem uma necessidade quase premente de banhar-se regularmente. Toma banho até na chuva.

Nome científico: Thalurania- do grego thalia = abundância, fartura + ouranios = celeste, divino, sagrado; glaucopis – do grego glaukopis = com olhos brilhantes. 

Referências: 
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005. 
Beija-flor-de-fronte-violeta-Fauna-Terra da Gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,562;4,beija-flor-de-fronte-violeta.aspx. Acesso em: 10/03/2012.

Beija-flor tesoura

(Eupetomena macroura)
Ordem Apodiformes
Família Trochilidae


Características: O beija-flor-tesoura ou tesourão mede 18 cm. A sua maior característica é a cauda bifurcada profundamente que toma quase 2/3 do tamanho total. Sua cabeça e pescoço são azuis, a plumagem é verde-escuro brilhante. É um dos maiores da família e mais briguentos.

Alimentação: Néctar de flores e também artrópodes (insetos e aracnídeos) que garantem aos beija-flores às proteínas necessárias, absolutamente indispensáveis ao crescimento dos jovens. Pegam insetos em teias de aranha, em frestas de buracos de paredes, em fendas de árvores.
Reprodução: No acasalamento macho e fêmea realizam vôos em zigue-zague. O ninho desta espécie é construído em forma de tigela aberta sobre um ramo mais ou menos horizontal ou em uma forquilha, feito de paina ou outro material macio, fiapos de lâminas de xaxim, fragmentos de folhas, liquens, musgo, entre outros; utilizando de líquido (podendo ser saliva, seiva ou néctar regurgitado). Põe dois ovos brancos e alongados, o tamanho corresponde ao de um feijão branco. Somente a fêmea incuba os ovos e os filhotes nascem após 15 dias e deixam o ninho após três semanas.
Curiosidades: Tem um papel importante na polinização de muitas plantas. O metabolismo dos beija-flores é mais acelerado entre as aves. Á noite, quando não pode voar, reduz o metabolismo, o coração desacelera, de uma média de 1000 batimentos por minuto para apenas 30.

Nome científico: (Eupetomena macroura) Eupetomena- do grego eu = agulhão + petomenos = voando, macroura- do grego makros = longo, comprido + ouros = rabo, cauda.

Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005. 
Beija-flor-tesoura-Fauna-Terra da Gente. Dissponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,120;4,beija-flor-tesoura.aspx. Acesso em: 10/03/2012.

Tesourinha

(Tyrannus savana)
Ordem Passeriformes
Família Tyrannidae



Razoavelmente comum em campos sujos, pastos com árvores e pomares. No frio migra para o Norte. O macho mede aproximadamente 38 a 40 cm e a fêmea mede entre 28 e 30 cm (a cauda da fêmea é menor) 

Características: Cabeça preta; costas cinzentas; asa escura. Longa cauda preta em tesoura. Costuma pousar sobre moitas e árvores, também pousa em fios. Na época da reprodução é vista em casal, em outras épocas costuma migrar em bandos. 

Alimentação: Frutos (sem sementes) são a maior fonte de alimentação durante a migração. Se alimenta também de insetos, os quais captura em voos graciosos.

Reprodução: O ninho é construído pelo casal com gravetos de forma rala, é comum os ovos e os filhotes serem derrubados pelo vento. Os pais se revezam na criação dos filhotes. 

Nome científico: 

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Referências: 
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005. 
GWYNNE, John A. e outros (tradução Martha Argel). Aves do Brasil Pantanal e Cerrado. São Paulo, ed. Horizonte, 2010.
Tesourinha-Fauna-Terra da Gente. Disponível em : http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,413;4,tesourinha.aspx. Acesso em: 17/02/2012. 
Tesourinha (Tyrannus savana)Wikiaves. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/tesourinha. Acesso em; 17/02/2012.

Corruíra

(Troglodytes musculus)
Ordem Passeriformes
Família Troglodytidae




Comum em ambientes abertos, evitando florestas extensas; muito numerosa em cidade. Mede aproximadamente 11,5 cm. Também conhecida como garrincha ou cambaxirra.

Características: Marrom, mais clara em baixo, rajado escuro na asa e cauda, cauda arrebitada. O canto é um gorjeio melodioso repetido com insistência.  Vive em quase sempre em casais, algumas vezes solitária, geralmente mansa.

Alimentação: Alimenta-se de pequenos insetos, que captura enfiando o bico em frestas, pequenas cavidades e  entre a folhagem baixa.

Reprodução: Constroem o ninho em todo tipo de cavidade, em frestas muito pequenas. O ninho é feito com gravetos, folhas, raízes, sementes e diversos materiais. Põe de 3 a 6 ovos. Os pais se revezam nos cuidados com os filhotes.

Nome científico: Troglodytes do grego troglodutes = habitante de caverna, gruta (trogle = buraco + duo = entra.

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Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
GWYNNE, John A. e outros (tradução Martha Argel). Aves do Brasil Pantanal e Cerrado. São Paulo, ed. Horizonte, 2010.
Corruíra-Fauna-Terra da Gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,436;4,corruira.aspx. Acesso em: 04/02/2012.
Corruíra  (Troglodytes musculus) Wikiaves. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/corruira. Acesso em: 04/02/2012.

João-de-barro

(Furnarius rufus)
Ordem Passeriformes
Família Furnaridae


Comum, de ampla ocorrência em áreas abertas, pastos e também em cidades. Mede aproximadamente 18 cm.

Características: Coloração marrom por cima, mais cinzento na coroa, por baixo mais claro, garganta e meio da barriga brancos. Vive geralmente aos casais. Canto forte, dado em dueto pelo casal. Caminha pelo solo com andar típico, alternando pequenas corridas com intervalos, nos quais anda mais devagar.

Alimentação: cupins, formigas, minhocas e possivelmente moluscos. Costuma caminhar pelo chão em busca de insetos, revirando folhas secas.

Reprodução: O casal constrói um ninho em formato de forno, feito geralmente com barro úmido, esterco e palha, não utilizam o mesmo ninho por dois anos seguidos, constroem um novo a cada ano, ás vezes reparam ninhos antigos, podem construir ninhos novos em cima ou ao lado do ninho antigo; depois de abandonado, o ninho é utilizado por outras aves como canário-da-terra, tuim e até por abelhas. Constroem o ninho geralmente em árvores, mas nas cidades onde não há muitas árvores, costumam construir ninhos em postes.  A construção do ninho demora entre 18 e 30 dias. Põe entre 3 e 4 ovos. No interior do ninho há uma parede que separa entrada e câmara incubadora, construída para diminuir a corrente de ar e proteger de possíveis predadores.

Nome científico: Furnarius do latim furnaria = forneiro ( referência ao modo como constroem o ninho) e rufus do latim rufus = rubro, vermelho.

Curiosidades: Há varias lendas sobre esta ave, uma delas diz que por ser uma ave muito fiel, quando o macho descobre que foi traído, fecha a saída do ninho, trancando a fêmea para sempre.

Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
GWYNNE, John A. e outros (tradução Martha Argel). Aves do Brasil Pantanal e Cerrado. São Paulo, ed. Horizonte, 2010.
João-de-barro-Fauna-Terra da Gente. Disponível em: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,124;4,joao-de-barro.aspx. Acesso em: 04/02/2012.
João-de-barro (Furnarius rufus) Wikiaves. Disponível em: www.wikiaves.com.br/joao-de-barro. Acesso em: 04/02/2012.

Sabiá poca

(Turdus amaurochalinus)
Ordem Passeriformes
Família Turdidae



Comum em matas ciliares, matas secas e cerradões. Mede aproximadamente 23 cm.

Características: Pardo escuro por cima, com loros pretos. Por baixo, pardo com centro da barriga branco, garganta estriada de preto. Possuem o hábito de balançar a cauda rapidamente na vertical.

Alimentação: Alimentam-se de invertebrados e pequenos frutos, costumam ciscar folhas secar com o bico e escavar o chão.

Reprodução: Constroem o ninho em arbustos isolados; o ninho é feito com raízes e fibras co acabamento de  barro nas laterais, põe em média 3 a 4 ovos, o casal permanece junto no período de incubação.

Nome científicoo Turdus do latim = sabiá e amaurochalinus do grego amauros = escuro + Khalinos = freio de cavalo (referência à área escura entre os olhos e o bico desta ave).

Referências:
Para visualizar mais imagens desta ave clique aqui.
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
GWYNNE, John A. e outros (tradução Martha Argel). Aves do Brasil Pantanal e Cerrado. São Paulo, ed. Horizonte, 2010.
Sabiá-poca (Turdus amaurochalinus)Wikiaves. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/sabia-poca. Acesso em: 30/01/2012.
Sabiá branco, sabiá poca. Disponível em: http://www.avespantanal.com.br/paginas/266.htm. Acesso em: 30/01/2012.

Suiriri

(Tyrannus melancholicus)
Ordem Passeriformes
Família Tyrannidae



Comum em todo o Brasil. Mede aproximadamente 22 cm.

Características: Amarelo por baixo, asa e cauda escuras, cabeça cinza; abaixo do cinza, no alto da cabeça coloração avermelhada que só é vista quando eriçam o topete. Costuma ficar pousado em locais expostos, em arbustos, árvores, fios e arames. Cantam frequentemente.

Alimentação: Além de insetos, alimenta-se de frutos. Realiza voos a partir do poleiro para apanhar a presa no ar, voltando em seguida ao ponto de partida para consumí-la, pode passar horas nesta atividade.

Reprodução: Ninho em forma de tigela, construído pelo casal, põe cerca de 3 ovos.

Nome científico: Tyrannus  do latim tyrannus = tirano, déspota, rei (referente à crista ou coroa desta ave e ao seu comportamento agressivo); melancholicus do latim melancholicus = melancólico.

Referências:
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
Atualidades Ornitológicas - Àspéctos da nidificação do siriri. Dispinível em: http://www.ao.com.br/download/ao140_51.pdf. Acesso em 24/01/2012.
Suiriri ( Tyrannus melancholicus) Wikiaves. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/suiriri. Acesso em: 24/01/2012.

Suiriri pequeno

(Satrapa icterophrys)
Ordem Passeriformes
Família Tyrannidae


Comum em mata secundária, restinga e beira de lagoa. Também conhecido como suiriri de sobrancelhas amarelas. Mede aproximadamente 16 cm. 

Características: Bico curto, amarelo intenso por baixo, sobrancelha amarela, asas e cauda pretas. 

Alimentação: Artrópodes. 

Reprodução: Ninho em forma de taça, onde a fêmea põe entre 1 e 4 ovos. 

Nome científico: Satrapa do latim satrapa = sátrapa (designação dos governantes de província na antiga Pérsia); icterophrys do latim icteros = amarelo + ophrus = sobrancelha. 

Referências: 
FRISCH, Johan Dalgas e outros. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem. São Paulo, ed. Dalgas Ecoltec, 2005.
Suiriri pequeno (Satrapa icterophrys) Wikiaves. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/suiriri-pequeno. Acesso em: 24/01/2012.